quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Bahia

Ah, Salvador...
Foi aqui que começou o Brasil. Primeira capital da colónia, fundada
por Tomé de Sousa. Meca do candomblé. O verdadeiro Brasil, dizem,
terra de escravos, praias, mulatas, caipirinhas, o Bonfim, o
Pelourinho, Itapuã, Jorge Amado, Caetano, da Dona Flor, dos seus
maridos, de Iemanjá, dos Orixás, mães-de-santo, muquecas, bobós, acarajés, onde o autocarro turístico não funciona aos domingos e feriados, onde a primeira imagem que me marcou foi a de um puto de talvez 12 anos morto na berma da estrada, acabado de ser atropelado, o caos urbano, as prostitutas em cada canto, a favela, o carnaval, uma
alegria improvável e inexplicável. O Brasil. Volto ja, Iemanjá.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

É engraçado...

...ia escrever algo sobre o amor e quase no final dei-me conta de que a minha hipótese inicial estava errada (CnQD) e por isso apaguei-a. Eis a volubilidade do amor e ao mesmo tempo a sua substância.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Porque no fundo, no fundo...

...o que os brejeiros querem sei eu.





quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Hai-ku n.03 - Das Minas

Plúmbeo Hélio e ausente o Mar,
Choppe. Gelado.

Aos ofendidos de entre os Portugueses...

... incumbe-me o triste dever de vos informar de que, com toda a certeza para grande pena vossa, ninguém, absolutamente ninguém, com quem eu tenha falado neste país de deus ouviu sequer falar de qualquer polémica com a Maité Proença. Nada, nicles, nic, rien, nadjica dji nada. E agora já passou e por isso já acabou. Get over it, aquilo nem foi assim tão mau, e não devemos levar a peito a ignorância dos outros. Relembro que esta última abunda (qual bunda!?) aqui (mais uma boa piada do Nuno).

Pode ser que nos calhe o Brasil na final do Mundial do ano que vem e possamos vingar a honra, qual virgenzinha ofendida que todos parecemos na última semana.

Entretanto a vida continua e não se esqueçam que temos aí na metrópole um deficit orçamental para pagar, e o ouro que eu agora trago do Brasil não dá para tudo, como dantes.

No fundo, uma lista de desejos.

Uma longa ausência, é claro. Estive no Minho, no belo Minho. Dizem que levei o sol comigo para Portugal. Talvez, mas não o trouxe de volta (já assim tinha 52kg de bagagem, foi duro convencer o gajo no check-in...), porque aqui tem chovido. Bastante. Mas faz calor, o que ameniza. E o sol vai aparecendo.

Acabo de ver o "The Boat That Rocked" (no clue sobre o nome na língua mais bela do universo). Ocorre-me que nos é difícil, a nós, terrestres ocidentais pós-milénio, imaginar algo tão arcaico e remoto como a "censura". Não há, não temos. Eu posso dizer o que bem me apetecer, ouvir o que bem me der na telha, comer, beber, lamber, ver, cheirar, tocar, fumar, aspergir (curioso, o blogger não reconhece esta palavra, que ignorantes) o que me ocorrer em, com, por, e de quem e do que me apetecer. E o melhor é que posso optar por nem fazer nada de nada disto, e viver uma vidinha na graça do senhor (valha-nos deus). É uma riqueza extraordinária. O mundo (o ocidental, o, atrevo-me, civilizado) é agora democrático. Podemos eleger quem quisermos, expulsar quem queremos, decidir como nos apetece (não que tomemos sempre as melhores decisões, vide "Sócrates II - A Estupidificação Continua"). Mas o Obama foi eleito, e mesmo que ache que aquela pinta messiânica que detesto foi um golpe de relações públicas (que já não vai funcionar outra vez), neste caso considero que os fins justificam os meios. Boa sorte a salvar o mundo, que bem precisas. Qualquer coisa, estou cá para ajudar, just gimme a ring.

Entretanto, "Rock n' Roll!!!"

E aproveitem o raio da liberdade, é uma responsabilidade do diabo, já se sabe, andaram gerações a lutar e morrer e agora quase ninguém sabe o que fazer com ela. Continuamos racistas, fascistas, comunistas, machistas, feministas, grevistas, sindicalistas, anarquistas, militaristas, nacionalistas, socialistas, holistas, hedonistas, estadistas, alarmistas, construtivistas, desconstrutivistas, falangistas... Nem entendemos que associar um "-ista" ao nosso nome é perder parte dessa liberdade tão arduamente conquistada. O tempo dos "-ismos" morreu, o novo mundo pertence aos "pós-istas"... and there we go again...

Talvez venha a ter o privilégio de ver com os meus próprios olhos a misteriosa floresta Amazónica (Amazônica, como diz a Maité) dentro de uma semana. É realmente um privilégio. Prometo não deixar mais do que pegadas, e não trazer mais do que fotos (e talvez uma piranha para o aquário que não tenho. Ainda), como diziam uns senhores duma agência de viagens amiga.

O Tarso editou o "Mergulho na Alma". Estive no lançamento hoje. Vou mergulhar (que original, Nuno) e ler, avidamente.

Ah, aconselho a todos o livro "1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil", de Laurentino Gomes. Maravilhoso, aprendi muito sobre a História do Brasil, naturalmente, e ainda mais sobre a de Portugal (à época, a mesma). Há que ler. A minha cópia já ficou em Viana, mas está na FNAC e afins por uns meros sete euros e meio. E não digam que estão à espera de receber um kindle no natal (como eu) e por isso já não compram papel... E há ainda outro livro excelente (já começo a soar como o Marcelo, essa eterna promessa de Primeiro-Ministro): "Vida e Morte dos Santiagos", de Mário Ventura. Portugal como ele é e foi, e será. Li sôfrego (não te preocupes, mãezinha, eu estou bem). Citei-o no último post. Está cheio de pérolas daquelas. Este já custa dezasseis euritos e meio, mas vale isso e muito mais.

Saudações Mineiras!!

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

De um livro

"Está escrito, concluía Piedade para si própria, que não se pode ser
amante e bom guerreiro ao mesmo tempo. Quando soa o clarim, as
mulheres estão irremediavelmente perdidas." in "Vida e Morte dos
Santiagos", Mário Ventura.

--
Nuno Pinto e Silva

http://ME-GLOBAL-NOMAD.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Notícias

Fantástico.


Uma desgraça nunca vem só.

Depois de ontem sabermos que:

- ou temos um governo minoritário que vai estar paralisado pelo parlamento e as reformas de que o país precisa nunca irão para a frente;
- ou o PS se coliga com o PP (pontual ou continuamente) e sempre se garante que não entram os maluquinhos do BE e do PC no governos de um país que se orgulha de ser democrático;
- ou o PS e o PSD se coligam num bloco central (até porque não divergem muito em grande parte das políticas) e conseguem fazer avançar algumas das reformas (que é, realmente, a única coisa que me preocupa).

Hoje temos mais notícias: palestinos (não gosto de palestinianos, soa-me a anglicismo) e israelitas andaram à chapada outra vez em Jerusalém. Futa que os fariu a todos, que não há maneira de pararem com aquela merda. Se eu quisesse ser mesmo imbecil, dizia que o erro foi dos cristãos, que não levaram as cruzadas mesmo a sério e até ao fim quando tiveram oportunidade.

A outra notícia maravilhosa: os outros tarados um pouco mais a nordeste (A Guarda da Revolução iraniana) testaram mísseis que podem chegar à Turquia, a Israel ou bases americanas no Médio Oriente. Aquilo ainda vai dar banzé, e do grosso.

Pelo menos a Angela Merkel pode continuar a governar (bem) como até agora (com a excepção gritante do caso da venda da Opel), com o resultado de ontem na Alemanha.

Daqui a uns dias celebram-se (quem celebra? só talvez o Bernardino Soares) os 60 anos da criação da República Popular da China. Pelos vistos vamos ter uma parada militar à moda antiga. Depois do Jogos Olímpicos, é mais uma oportunidade para a China mostrar a sua enormidade.

A Irlanda vota o referendo ao tratado de Lisboa na sexta-feira. Espero que as mesas de voto fechem antes das 18h, porque às 1830h já estão todos tão bêbedos que já nem sabem onde é a Europa.

Na sexta também vamos saber quem organiza os jogos olímpicos de 2016. Contra Chicago, Madrid e Tóquio, eu aposto no Rio de Janeiro. Já merecem.

Entretanto passei uma semana frenética em Los Angeles. Que cidade. Que mundo. Quero mais.

E assim acontece.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Não, não tenho vergonha, seus comunas.






E assim sei onde estou.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

California Dreamin'...

Vou andar pela bela da Califórnia nos próximos dias.


Um olho em Malibu, outro em Santa Monica, e outro ainda na Megan Fox.

É a minha amostra de American Dream.

Irei dando notícias.

Beijos e abraços

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Amei (bliss is a click away)

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Uí-kén-djí



Este fim de semana decidi cumprir uma das sessões cinematográficas que venho a adiar há muito: “Dirty Dozen”, de 1967, e aquela maravilha do anacronismo série B, “Quel Maledetto Treno Blindato” de 1978, mais conhecido por “Inglorious Bastards” (o original agora homenageado pelo Tarantino “Inglorious Basterds"). O “Dirty dozen” é um velho conhecido que merece sempre uma revisita, mas este “Inglorious Bastards” é tão deliciosamente mau (hoje em dia seria conhecido como um stoner) que merece ser visto e revisto: parece que toda o estilo de vida late 70’s, semi-hippie, já meio desiludido com a revolução do amor dos 60, foi transportado numa máquina do tempo para 1944, em Itália e França, onde um grupo de soldados americanos, entre os quais abundavam os cabelos mais ou menos longos (como se sabe, um hábito comum no anos 40, inclusivé nos soldados alemães), bigodes farfalhudos (outro velho hábito da década), grupos de mulheres nuas que se banhavam à-lá-Woodstock em ribeiros perdidos, cigarros enrolados fumados como se fossem charros, motas e carros conduzidos radicalmente, amor fácil, e francesas com pêlos no sovaco (ok, esta parte é realmente anacrónica), tudo regado com um “peace and love” tão bafiento que resulta, repito, delicioso.

Fiz isto porque aqui em Beagá (e no Brasil em geral) o “Ingloriuos Basterds” só estreia em Outubro (já depois da minha viagem a casa) e era a única maneira de ver em que é se baseou o Tarantino. E não, não vou ver o filme descarregado da net: quero ver no cinema, e as always sem pipoca.

Foi um fim de semana de caminhada gastronómica (cada dia descubro novas pérolas da cozinha mineira) e cultural pela cidade, muito bom, com direito a jogging no meio do que parecia uma convenção do “Baywatch” (aconselho a Lagoa Seca em Belvedere a todos os corredores) e as primeiras compras dignas desse nome para o meu novo apartamento (num aparthotel, ok, mas mesmo assim apartamento com cozinha).

Na próxima sexta vou viajar em trabalho para a Califórnia. Passo lá uma semana. First time. Estou curiosíssimo.

sábado, 12 de Setembro de 2009

O pneumático favorito do Mineiro adoptado

Afinal não jantei, como previsto:

De entrada: Mix cremoso de cogumelos (portobelo, shimeji e paris) com manteiga de trufas e ovo poché;
Principal: Cherne em crosta de salsicha e limão siciliano ao creme de mostarda em grão, servido com batatas confitadas e espinafre;
Sobremesa: tartar de pêra ao vinho tinto e especiarias em creme de pistacho;
Estaria bem um bom cabernet sauvignon branco (estando eu na América Latina, a terra dele) para acompanhar.

Este era o plano, depois de uma semana daquelas.

Em vez disto, manteve-se o cabernet sauvignon do mesmo tom mas comi outra coisa diferente. No mesmo sítio. O principal também era cherne, mas com arroz selvagem. Não comi sobremesa. A entrada foi uma salada com uns bolinhos de um queijo que desconhecia mas que me fizeram revirar os olhos. Tudo muito bom. Chama-se "A Favorita". Rua de Santa Catarina. So far, o melhor restaurante em que comi em Belo Horizonte. Serviço excepcional. Tudo muito bom.

Depois chego ao carro e tenho um pneu em baixo. Lá se foi o cherne na troca. Foi por vontade de Deus... é a gula, é no que dá (e também o facto de estar a ouvir a Mariza enquanto escrevo).

Foi a lição deste 11 de Setembro. Em outros anos houve outras. Esta foi modesta.

Mudam-se as percepções, mudam-se as designações

A partir de agora isto é um "BLEGO", não mais um simples "BLOG". É meu, sou eu o manda-chuva. E isto é ironicamente a primeira posta, vraiment à propos. E insisto ainda uma outra vez.

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Robotech

Eu realmente regresso ao passado com uma facilidade assustadora.

Ainda estou para ver se é bom ou mau.

O que sei é que gosto.

A minha última mania é a série de animação "Robotech: The Macross Saga".

E de que modo é que isto é um regresso ao passado, dirá o comum dos mortais? Porque não o "Doutor Faísca" ou o "Rui, o pequeno Cid", ou "A Abelha Maia"?

Explico: há muitos muitos anos, numa galáxia muito muito distante, havia uma pequena cidade, cujo nome era Viana do Castelo, que era banhada por um rio, e onde na outra margem, no alto de um monte, alguém decidiu (em boa hora) montar um antena parabólica e um retransmissor.

Ora esta parabólica e respectivo retransmissor trataram de, durante muitos anos, emitir para a cidade do outro lado do rio vários canais de televisão estrangeiros, dos quais destaco dois, cujos nomes poderão ser familiares a muitos: "Children's Channel" pela manhã, "Premiere" pela tarde. Alguém se lembra?...

Não é importante. O que é importante é que estes dois canais ensinaram-me inglês. Tinha eu sete anos, oito anos. Quando cheguei ao quinto ano, com 10 anos, já falava inglês fluente. Nunca na minha vida vida tive menos que um 5 (ou um 20 depois. Bem, talvez tenham havido uns 18 e 19 ) a inglês. E nunca na minha vida estudei uma linha que fosse desta língua. Nunca precisei. Tive a sorte (com outros têm com o francês, ou o espanhol) de ter sido exposto a esta língua como fui, na idade em que fui. Sem legendas, o meu jovem cérebro puxou por tudo o que tinha e acabou por entender aquele arrozoado. Hoje, o inglês sai-me naturalmente, tão frequentemente como o português. Há expressões que para mim só fazem sentido neste idioma. É normal sonhar em inglês. Até certo ponto, sou bilingue.

Regressando ao ponto: "Robotech: The Macross Saga" é uma série de animação estilo japonês (embora produzida nos EUA, creio) que esteve em exibição no início dos anos 80 (foi quando eu a vi). Passa-se no futuro. E reflecte a realidade da época (guerra fria, a cada passo, a expansão espacial, etc), e também o fim das utopias dos anos 60 e 70 (até que ponto isto moldou a minha postura política ainda estou para saber). Com um aspecto ingénuo, aborda os principais mistérios da Humanidade: o medo, a raiva, o ódio, a violência, a vingaça, a perseverança, o optimismo, o amor.

É delicioso. É uma relíquia da guerra fria (sim, já me dou ao luxo de escrever isto em minúsculas, porque me apetece). Costumava ver nas tardes de Verão. Foram 85 episódios. Não me recordo como acaba. Estou no episódio 35. E já descarreguei a continuação. Tenho-me reconfortado com estas recordações. Cada episódio atira-me para 1985. Era outro mundo. E tem-me feito pensar bastante.

Voltarei a isto.

(vale a pena ver, mesmo para quem nunca se interessou por animação).

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Das redes

Esta coisa das redes sociais é um fenómeno, não há dúvida.


Neste momento estou presente em:

- hi5
- Startracker
- Linkedin
- Couchsurfer
- Travellers for travellers
- Facebook
- Vianenses em Portugal e no mundo
- Pioneiros da Universidade do Minho
- PBLink

Já se juntava isto tudo numa só, já.

De qualquer modo tem servido para recuperar o contacto com velhos velhos amigos e amigas.

Mas um deles em especial (o "Vianenses") tem, por razões óbvias (é lá da terra) trazido muito boas memórias. Especialmente quando se lembraram de pôr as fotografias da escola primária e ciclo preparatório (para as novas gerações, é o EB1 e EB2, creio).

Éramos todos cá uns artistas...

Fez-me pensar em muita gente de quem não me lembrava já vai para 25 anos. Estou mesmo velho.

Era sobre o Rio

Merda lá para o blogger.


Tinha escrito um texto sobre o Rio de Janeiro, e foi-se ao ar, mas ironicamente, qual carioca adoptado em que me comecei a tornar, agora não tenho paciência para escrever de novo.

Cada vez mais gosto do Facebook.

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Transatlântiquices

Não sei se será sorte, acaso, coincidência, ou que será.

Mas que metade dos brasileiros e brasileiras que tenho conhecido aqui em Belo Horizonte já foram a Portugal não é exagero.

Entre os que foram trabalhar (diria dois terços) e os que foram em turismo, o que é certo é que já lá estiveram. Quase todos trazem elogios ao país e aos seus habitantes.

Mas o "portuguesinho" continua a ser o alvo das anedotas locais, o "alentejano" brasileiro (bem, para grande parte do Brasil, o "alentejano" é o bahiano, mas o português também aparece muito). Está certo, só demonstra ignorância relativamente ao que Portugal é hoje, e de onde eu venho, a ignorância não é passeada com tanto orgulho. Mas sobra-nos o consolo de que há um certo carinho nas piadas. Quando eles querem mesmo insultar alguém, usam os argentinos. Não conheço equivalente em Portugal. Que eu saiba, não odiamos ninguém desta maneira.

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Da Luz

Diz que o Benfica deu 8 a 1 aos desgraçados do Vitória de Setúbal (obrigado, Rosa querida).


Ainda bem que estou fora de Portugal, esta é normalmente aquela altura do ano do "benfica à benfica" e do "este ano é que é" e afins. Não há paciência, mas felizmente só dura até ao inverno (ou até á eliminação das provas europeias, que costuma ser antes).

domingo, 30 de Agosto de 2009

Rock-onnection.

Ocorreu-me que não é por serem "bandas de rock" que as bandas de rock destroem quartos de hotel e interiores de jactos particulares. As "bandas de rock" cometem estes e outros excessos devido à sua proveniência, em grande parte, de países anglo-saxónicos, onde qualquer "grupo de jovens" (sejam os Oasis ou 4 anónimos de férias em Albufeira) é uma potencial "banda de rock", com raíz hooligan destruidora. É a proveniência, não a embalagem, que conta.

BraJazz

Não sei se o que vi na sexta-feira à noite após o concerto do sexteto (que são 5) de Luís Fernando Veríssimo no Brasil Jazz Festival aqui em Belo Horizonte se pode considerar um "concerto de jazz".
Um concerto foi, jazz também teve, mas daí a chamar-lhe "concerto de jazz" vai uma grande distância. A culpa é desta sueca, Gunhild Carling, que nos trouxe um espectáculo de variedades, um freakshow, uma performance. Ora vejam o estilo:

Hai-ku n.02 - Do Direito Fundamental




Num nenhures diplomático

O voto uma miragem



sábado, 29 de Agosto de 2009

FotogrÁfrica

Está bem, e as da viagem a África:









Eu acho que estes links funcionam. Se não, apitem.

Ou então entrem no carago do Facebook que é melhor do que esta porcaria do séc. XX chamado blogspot (mas eu ainda gosto).

FotogrAires


Tenho umas fotografias mixurucas (ai que brasileiro que eu estou) de Buenos Aires aqui.

Enquanto o cacau vai e vem, folgam as tostas.

Hoje, conforme chegava a casa (se tal se pode ou deve chamar a um hotel) depois de uma grande noite de Brasil Jazz Festival e de um jantar tardio (talvez ceia esteja melhor) com 2 vinhos chilenos e 2 brasileiros (surpresa, ganhou um brasileiro de castas portuguesas, touriga nacional e tinta roriz, chamado Quinta do Seival, recomendo), e antes de dormir com a mente já na churrascada brasileira marcada para amanhã, eis que me deparo com o que poderá ser um sinal da minha intolerância: segundo o Booking.com, essa entidade da marcação online de hotéis, a minha avaliação do Hotel Reconquistador Luxor, onde fiquei em Buenos Aires, é a mais baixa de todos os clientes que o avaliaram. Serei demasiado exigente ou serão ou outros hóspedes demasiados perdulários? (peço desculpa, mas apetecia-me ouvir Sepultura, por sinal uma banda de Belo Horizonte, e posso parecer brusco) De que me queixei? Diziam que tinham ginásio e não tinham (não é grave, ou até será, mas dizem ainda hoje que têm), reservei em dólares e paguei em pesos (uma moeda de merda que não vale nada hoje em dia), com a consequente perda cambial, e não foram capazes de me indicar um restaurante de jeito nas redondezas (mas queriam vender uma noite num clube de tango em que jantar e espectáculo de tango custavam juntos 180 dólares...). Enfim, um sítio de aldrabões. Os argentinos ainda têm muito que penar até que alguém volte a confiar neles depois da merda que fizeram ao não honrar as dívidas nacionais em 2001. Para já, e para mim, e ainda, é um país de mitras. Como quem não se sente não é filho de boa gente (ainda há dias ouvi isto em português), mas tendo em conta que possivelmente este não é o blog mais lido em Buenos Aires ou mesmo na Patagónia, não sei se me sinta obrigado a solicitar um contra-argumento. O blog é meu, quem manda sou eu, e mainada. Gostei muito de lá estar, os argentinos são gajos (e gajas) porreiros, mas com assuntos de graveto não confiar em ninguém. (só estou no Brasil há 4 semanas, mas já pareço daqui).

Ah, há uns dias estive no Bolão, um bar/restaurante em Santa Teresa (aqui em Belo Horizonte), que está aberto 24 horas por dia todos os dias, e que foi onde, conta a lenda, nasceram os Angra e os Sepultura (que oiço neste momento). Os discos de platina e as dedicatórias (além do próprio site dos Sepultura) lá pendurados (não o site, naturalmente, ó hereges da net) são uma prova. Alô Max, tens aqui um fã!

E agora o momento hai-ku do dia:
"Marte e a Lua um par
Fraco, vi eu."